Não me agrada a forma como a direção de futebol e o treinador estão conduzindo as coisas na Chapecoense, a partir do acesso do Clube à elite do futebol brasileiro.
A Chapecoense é um clube, uma associação, fruto da união da comunidade: a nação verde-branca.
Na engrenagem que move, movimenta a Chapecoense, o torcedor é um dos principais pilares de sustentação do Clube. O torcedor é um patrimônio permanente do Clube.
Já as empresas patrocinadoras, também, são importantes, mas de importância relativa (apoio temporário), pois hoje estão apoiando o Clube, mas amanhã ninguém sabe se estarão; aparecem outras, sempre, de forma sucessiva, pois são movidas por interesses exclusivamente comerciais.
Nesse contexto de Clube fruto do interesse da comunidade, não se concebe, não se admite, que a diretoria de futebol da Chapecoense feche os olhos, tape os ouvidos, e trace os destinos do departamento de futebol sem levar em conta os interesses, os anseios, da comunidade verde-branca.
Nesses acessos consecutivos conquistados pelo Verdão do Oeste, os torcedores da Chape participaram ativamente na formação do plantel vencedor, indicando pelas redes sociais as contratações precisas, certeiras, de jogadores qualificados, bons e baratos, como por exemplo: Athos, Bruno Rangel e Henrique. A direção demorou, mas contratou e o Clube, sem demora, então galgou as divisões nacionais, chegando à elite do futebol brasileiro.
Mas, desde o acesso à Série A, as coisas estão mudadas na direção de futebol da Chapecoense, para pior.
A direção de futebol, simplesmente, deixou de ouvir a comunidade de torcedores da Chapecoense.
E o primeiro ato bestial da direção de futebol veio cedo, logo, o desmonte do time: dispensa do meia destro Athos. Quando de sua contratação pela Chape, lembro, foi um evento, foi uma conquista histórica da nação verde-branca, pois era um anseio antigo da nação verde-branca que se tornou realidade, e o Clube deslanchou, a partir daí, no cenário nacional.
Mas, de repente, a partir do acesso à Série A nacional, a direção de futebol chuta o balde, nega ou esquece o passado, e troca as mãos pelos pés.
É agora, mais do que nunca, que é preciso ouvir os torcedores genuinamente verdes, apaixonados incondicionalmente pelo Verdão do Oeste, para dar rumo correto ao Clube. E mais que isso: os torcedores puro sangue verde entendem, com certeza, muito mais de futebol do que essa direção de futebol, capitaneada pelos 3 mosqueteiros.
Aqui, é preciso frisar a falta de modéstia desses 3 mosqueteiros da direção de futebol do Clube. A imprensa, como sempre, deita-se em elogios baratos aos mesmos, sem entrar no real mérito, mas a direção de futebol sabe, muito bem, se fizer um exame de consciência isento, que os acessos consecutivos conquistados, em grande parte, deve-se à lucidez do torcedor puro sangue verde da Chape que clamou, exigiu, a contratação dos principais jogadores, os heróis dos acessos conquistados. Mas, eu nunca vi, sequer um desses 3 mosqueteiros chegar nas entrevistas coletivas concedidas à imprensa e dividir as láureas com os torcedores. É muita falta de humildade!
Nesse cenário de distanciamento em relação ao torcedor a partir do acesso à Série A, a direção, bem cedo, começa viver as agruras do que plantou; contratou mal, dispensou mal, e o resultado está aí: fiasco na estreia do Catarinense 2014.
Para o lugar do Bruno Rangel, a direção de futebol deveria ter contratado, de forma certeira, o Lincom e/ou o Lúcio Maranhão, passei o mês de dezembro falando e escrevendo no blog: "para reposição trazer o Lúcio Maranhão, jogador bom e barato". Mas não, pelo contrário, a direção trouxe os atacantes Roni e o Bergson que, até agora, não sei se eles são do ramo. Como o Lúcio Maranhão estava insatisfeito no ASA de Arapiraca, a contratação era a maior moleza em dezembro do ano passado. Apenas em Janeiro de 2014, o Figueirense entrou na parada, e contratou o Lúcio Maranhão. O resultado taí: já marcou o gol inaugural do Catarinense 2014, dando primeira vitória ao Alvinegro do Estreito. Enquanto nós, estamos vivendo o fiasco da estreia, com derrota para um time semi-amador. E, ainda, não temos o atacante finalizador.
E o treinador da Chape? Depois que ganhou o aumento de salário está irreconhecível, mais medroso do que nunca. E, mais do que isso, está totalmente sem noção, totalmente equivocado, e além disso sarcástico, ontem na coletiva à imprensa depois do jogo, falou nada com nada, totalmente perdido. Acorda comandante!
Dos novos contratados, apenas quatro tem condições de vestir a camisa da Chapecoense: Diones, Dedé, Wescley e Everton Silva.
Por fim, para não sofrer outra derrota na quarta-feira contra o Marinheiro, algumas peças terão que sair do time: chega de Neném, Wiliam Arão, Pirão e Roni. O Wanderson está lesionado, entrou em campo no sacrifício ontem, nada produziu, e também não deve enfrentar o Marcílio Dias. Outro que deve sair do time é o André Paulino, pois desde que se recuperou da lesão que o afastou de alguns jogos na Série B do Brasileiro ano passado, o atleta perdeu o seu futebol. Contra o Cerâmica, no amistoso, também foi mal, deveria ter sido expulso, pois bateu muito. E ontem, nova jornada horrível desse defensor, cometeu pênalti infantil.
Depois da estreia desastrosa de ontem da Chape, acabou o encanto da Série A; é preciso lucidez, descer das nuvens, colocar os pés no chão, e olhar para o horizonte e ver se ainda encontramos a luz no final do túnel para sair desse buraco em que a direção de futebol meteu a Chapecoense, pois a chance de chegarmos ao quadrangular final ficou muito reduzida.
Acorda Verdão!