Acompanho com muita preocupação os passos da diretoria, quanto à formação da equipe para o Campeonato Brasileiro da Série A.
Como torcedor quero a Chape forte, competitiva, lutando por uma vaga na libertadores. Nada demais pensar assim, nada impossível!
O futebol brasileiro está nivelado por baixo, basta ver o melhor Campeonato Estadual, o Paulistão, e as equipes consideradas "grandes" apanharam feio das equipes consideradas "pequenas".
Claro, é preciso dar um desconto aos campeonatos regionais, pois servem mais para experiências, para acertar as equipes para os certames nacionais.
Não há mais bicho papão; e não há mais time bobo.
O futebol está nivelado, não prepondera a parte técnica, mas sim o preparo físico e a parte tática/estratégia de jogo. É óbvio que a parte técnica é importante. O clube que tiver algum jogador diferenciado, esse fará a diferença, e o clube então poderá,com certeza distinguir-se dos demais, e lutar pela ponta de cima da tabela, na classificação geral.
Mas, é preciso ter consciência de que o Campeonato Brasileiro da Série A não é lugar para experiências, para formação de equipes; é pedreira desde o início. Se o time começar o certame capengando, não tem tempo para recuperação. É rabeira, Z4, zona da degola, com certeza de início ao fim.
Pois é.
Não me agrada nada a forma ou modo como a diretoria da Chape está conduzindo as contratações; pensa estar reforçando o plantel, o time; porém, está inchando o plantel com atletas de duvidosa qualidade.
Não é preciso comprar direitos econômicos, para contratar jogador bom e barato, pois a partir do fim, da abolição da lei do passe, os jogadores estão, em regra, livres para negociar.
É preciso, apenas, ter conhecimento pleno do mercado da bola, saber o que se quer, o que se precisa em termos de reforços, e ir às contratações, negociar basicamente o valor do salário e o tempo de contrato.
A Chape tem recursos para fazer uma folha mensal em torno de R$ milhões. Então,o problema não é dinheiro, falta jeito, competência para trazer as peças certas, jogadores com características específicas para cada função, para funcionar dentro do esquema tático a ser empregado pelo técnico.
Claro tem os empresários de atletas- os oportunistas - que, também, estão dispostos a arrancar dinheiro dos clubes, para início de conversa; mas, para esses é preciso dar uma banana, e deixá-los falando sozinhos. O mercado sempre oferece opções excelentes tecnicamente falando, com jogadores bons e baratos. É preciso ter rede de informantes, informação em primeira mão (informação privilegiada), conhecimento do mercado, e feeling, tino, nas contratações. É preciso trabalhar com "olheiros", pois o que mais tem é atleta, de qualidade, pedindo oportunidade para mostrar seu dom, talento para jogar bola.
Mas, como disse, o tempo de oportunidades para descoberta de talentos, contratações, é o certame estadual. O Campeonato Brasileiro da Série A não se presta para isso. O time já deve começar o certame nacional ajustado, embalado, a pleno vapor, sem perder tempo.Não é o caso da Chapecoense, infelizmente! A diretoria está equivocada, desde que encerrou a Série B do ano passado. Contratou mal para o catarinense 2014, e continua contratando atletas, sem qualidade técnica, para o Campeonato Brasileiro da Série A 2014.
Em relação aos 10 contratados para a Série A (exceto os atacantes de área Lima e Alemão), não faria as demais contratações.São jogadores para Série B do Brasileiro. São contratações nada inteligentes, pois são atletas, em regra, que não sabem jogar com a bola, falta velocidade e falta habilidade para driblar, conduzir a bola e quebrar a marcação adversária. Com jogadores, assim, que jogam só desarmando, estáticos, lentos, tocando bola lateralmente, e com dificuldade no passe ("rifam" muito a bola), a equipe não terá criatividade, não terá armação de jogadas, não terá velocidade, nem qualidade na saída de bola (na transição), não terá posse de bola, além de tudo. Cadê as jogadas fortes do Verdão, alguém sabe quais são?
Por fim, disputar a elite do futebol brasileiro sem um meia-armador de qualidade é cegueira sem tamanho, é jogar tudo que se conquistou, até aqui, na lata de lixo. Corrigir isso, com o Campeonato em andamento, será muito mais oneroso.
Mas, apesar de todos esses problemas, a esperança do torcedor é que tudo dê certo, que exista superação, garra, determinação da equipe em campo, pois o torcedor fará sua parte.
Quanto à diretoria, exige-se inteligência e correção do rumo, o quanto antes.
Avante Verdão!